Mostrando postagens com marcador biblioteconomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biblioteconomia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jornais digitais brasileiros

E se alguém solicitar uma informação na Unidade de Informação que o bibliotecário está trabalhando?
Ele deve se restringir apenas ao acervo tradicional de livros?
Depois de tudo que já vimos até aqui  sobre as Mídias Digitais, e tendo consciência do papel do Bibliotecário, é claro que sabemos que ele precisa estar pronto para recorrer a todos os meios de informação que puder para apresentar uma informação variada, com diversos pontos de vista.

Caso alguém estivesse fazendo uma pesquisa sobre o Fumo, por exemplo, o bibliotecário poderia procurar além de livros,  revista, folhetos, folders de programas de saúde, tambem alguns vídeos na Internet, e porquê não as notícias que têm saído na mídia? É preciso saber como andam as polêmicas leis de combate ao fumo, no Brasil  e também no resto do mundo. Essa busca pode ser feita nos arquivos de jornais, caso a Biblioteca tenha, arquivos de recortes, para fazer uma retrospectiva histórica mas principalmente, para a atualidade, nos jornais digitais.

Ao procurar em jornais brasileiros online se poderia encontrar essa notícia, por exemplo:  Lei quer proibir consumo de cigarros nos pontos de ônibus de São José dos Campos, SP - O Globo

Na página da notícia podem ser analisados, além da informação em si, os comentários dos leitores que fortalecem ou contrapõem a notícia. Aliás, esse poderia ser objeto para uma pesquisa de Biblioteconomia, quais os temas mais comentados, como os usuários retornam a informação lida, como se dá a interação, os processos relacionados à informação, como um grupo de usuários busca e usa a informação dos jornais digitais, em comparação com impressos, como se dá a apropriação e a interação com a informação no meio digital, como a folksomia está presente nessa nova forma de comunicação, e tantas outras temáticas.

Os jornais podem contribuir de várias formas no trabalho do bibliotecário. Descubra quais as formas que você pode utilizar.


REFERÊNCIAS
O GLOBO. Lei quer proibir consumo de cigarros nos pontos de ônibus de São José dos Campos. Disponível em: http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2010/11/16/lei-quer-proibir-consumo-de-cigarros-nos-pontos-de-onibus-de-sao-jose-dos-campos-sp-923032269.asp. Acesso em: 16 nov. 2010.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Adaptação de ferramentas da Biblioteconomia para o meio virtual?

Então, quais seriam outros meios de avaliação da informação no meio virtual?
Poderiam ser adaptadas algumas ferramentas da Biblioteconomia para um certo "controle" da informação para garantir um pouco mais a certeza de uma fonte confiável?

Hoje em dia os bibliotecários utilizam para o processo de catalogação várias técnicas de indexação, entre elas estão catálogos de autoridades. Mas como isso funcionaria na internet? Já existe um projeto em andamento e pode ser acessado em http://viaf.org. 

A iniciativa é da Biblioteca do Congresso, da OCLC e Deutsche Bibliothek e se baseia em uma catálogo de autoridades online. É possível pesquisar os autores, assim como uma biblioteca possui seu catalogo de autoridades para efetuar a catalogação. A vantagem é que essa ferramenta está online e disponível para acesso na web. É a democratização de uma ferramenta utilizada exclusivamente por bibliotecários servindo para uma possível melhora nos processos de busca da informação no meio virtual. 

A catalogação de um modo geral está passando por novas adequações e uma idéia diferenciada, não para substituí-la, mas sim uma outra forma de "controle bibliográfico" é o FRBR – Functional Requirements for Bibliographic Records. Vale a pena ler mais a respeito. (Clique no link)

Sobre o projeto, a subdiretora da Biblioteca Nacional de Portugal fala que:
Podemos, naturalmente, encarar no futuro um ficheiro de autoridade internacional e partilhado, como sendo parte integrante da “Web Semântica”. A ideia será tornar a Internet mais inteligente para navegação automática, o que envolve a criação de uma infra-estrutura de recursos ligados e o uso de vocabulários controlados, aquilo que se designa por “ontologias”. Estas ontologias podem ser usadas para permitir apresentações ou visualizações na língua e escrita do utilizador. (CAMPOS, 2003?, online)
Mas a princípio essa ferramenta  seria utilizada apenas por pequisadores, no máximo alunos de graduação, permanecendo a um grupo restrito caso nao se popularize. Sabemos que ser popular na internet, hoje, é ser Google. Todas as novas idéias e ferramentas que surgem pela internet a Google compra mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente é preciso pensar que, tendo sua funcionalidade reconhecida, seria interessante que houvesse algum tipo de relacionamento entre as ferramentas Google e as ferramentas da biblioteconomia, assim os usuários só teriam a ganhar.

Ainda que, hoje em dia, a Web não ofereça grande quantidade de informação controlada, devemos desenvolver esforços para que se possa funcionar no caos … com alguma ordem e, sobretudo, compete às bibliotecas e aos bibliotecários dar aos utilizadores a opção de uma pesquisa mais fiável, se eles assim o quiserem. ( CAMPOS, 2003?, online)

REFERÊNCIA
CAMPOS, Fernanda Guedes de. Controle de autoridade: novos contextos e soluções [2003?]. Disponível em: http://purl.pt/331/1/docs/comunicacao/12manha/controlodeautoridade.doc. Acesso em: 02 set. 2010.