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terça-feira, 14 de setembro de 2010

E os critérios de avaliação?

Falei bastante sobre avaliação de blogs, a qualidade dos blogs, problemas de autoria, confiabilidade, autenticidade, construção coletiva do conhecimento, ferramentas para avaliar blogs, devido sistema de referência das fontes e outros aspectos, mas como esquematizar tudo isso?

E será que não está ficando nada de fora?

O blog é uma ferramenta da web 2.0, uma ferramenta para comunicação, um meio. Sua plataforma é a  internet. Mas o que caracteriza os serviços oferecidos dentro da web 2.0? O que caracteriza a internet de um modo geral?

Será que, além da qualidade de conteúdo a apresentação de um site, de um blog, de uma rede social, sua funcionalidade e acessibilidade não estão em jogo?
Até aqui nada se havia falado sobre esses aspectos, mas eles não são de forma alguma menos importantes, pelo contrário.

Hoje em dia as pessoas não querem esperar, querem informação no minuto em que clicam em um link.

Quer um exemplo prático?

O Google Analytics, ferramenta que agregada a um site coleta todas as informações possíveis gerando diversas estatísticas de acesso, trabalha com a taxa de rejeição. Através dessa "variável" ele consegue saber quanto tempo o usuário fica na página e indicar o que deve ser melhorado nos aspectos de funcionalidade das páginas:
Taxa de rejeição é a porcentagem de visitas de páginas únicas ou visitas nas quais a pessoa saiu do seu site na página de entrada (destino). Use essa métrica para medir a qualidade da visita - uma taxa de rejeição alta geralmente indica que as páginas de entrada do site não são relevantes para os visitantes. Quanto mais atrativas forem suas páginas de destino, mais tempo os visitantes permanecerão no seu site e se transformarão em clientes. (GOOGLE, online)
Na área de webdesign existe toda a teoria de como elaborar um site atrativo e funcional. Se a página não se destacar, devido à grande disponibilidade de informação e de páginas distantes apenas um simples clique, certamente ela será descartada da lista de fontes de informação daquele usuário. É o que se poderia chamar de "mercado", e um mercado tenso e informações. O uso das fontes de informação deve ser feito  com muito cuidado para que sejam filtradas por critérios de avaliação que analisem tanto conteúdo quanto a apresentação da informação, assim é necessário que a informação esteja bem organizada e depois seja apresentada de forma agradável ao usuário (TOMAÉL, 2001).

Por esses motivos, cada vez mais, ferramentas como Google Analytics dão os nortes de como apresentar seu produto/informação de uma forma eficaz, principalmente quando dessa apresentação resulta o ganho de dinheiro.

Link para uma apresentação do Google Analytics (em inglês): http://www.google.com/intl/pt-PT/analytics/tour.html

Alguns autores esquematizaram critérios de avaliação para sites e blogs que irão orientar a avaliação do blog da Biblioteca Central no próximo post, que encerrará a parte sobre avaliação de blogues. Esses critérios são bem abrangentes e se constituem numa importante forma de, por exemplo, pesar numa balança a funcionalidade e qualidade de grupos específicos de sites/blogs.
Primeiro apresento parte da caractegorização para avaliação de blogs dada por Alvim(2007) onde são identificados critérios, dentro deles parâmetros e para esses alguns indicadores.(Clique para visualizar melhor)
Quadro 1: Alguns critérios de avaliação utilizados por Alvim (2008)

Os critérios utilizados por Hidalgo e Bruna foram (simplificadamente):
- Parámetros generales: donde se definen aspectos globales relativos al diseño, estructura, identidad, url y objetivos.
– Identidad, información y servicios: en la que se abarca todo lo referente a la presencia de contenidos e identificación de autores y responsables, así como servicios de ayuda y búsqueda de información.
– Estructuras y navegación: fundamentalmente, haciendo referencia a aspectos relativos a usabilidad.
– Lay-out de la página: que tiene que ver, del mismo modo, con la usabilidad y su aspecto general. – Accesibilidad: en el que se incluyen las validaciones de css, html/Xhtml, y se aplica el Test de Accesibilidad Web (TAW). (HIDALGO; BRUNA, 2007, p.118)

Tomaél (2001), após dois anos de pesquisa chegou a alguns critérios entre os quais:

a) informações de identificação - dados detalhados da pessoa jurídica ou física responsável pelo site de forma a identificá-la plenamente:
- Endereço eletrônico (URL) do site definindo clara e objetivamente a autoria ou o assunto do qual trata a fonte;
- E-mail do site (organização que disponibiliza a fonte) diferente do e-mail da fonte de infor-mação;
- Título da fonte de informação claro e preciso, além de informativo; [...]
b) consistência das informações - detalhamento e completeza das informações que fornecem:
- Cobertura da fonte, abrangendo informação de toda a área que se propõe;
- Validez do conteúdo, isto é, sua utilidade em relação aos propósitos do usuário final;
- Resumos ou informações complementares como elementos que realmente contribuam para a qualidade; [...]
c) confiabilidade das informações - investiga a autoridade ou responsabilidade:
- Dados completos de autoria como mantenedor da fonte, podendo ser pessoa física ou jurídica;
- Autor, pessoa física, reconhecido em sua área de atuação, demonstrando formação/espe-cialização.
- Analisar a organização que disponibiliza o site, caso o autor da fonte pertença a ela;
- Conteúdo informacional relacionado à área de atuação do autor demonstra relevância; [...]
d) adequação da fonte - tipo de linguagem utilizada e coerência com os objetivos propostos:
- Coerência da linguagem utilizada pela fonte com os seus objetivos e o público a que se destina;
- Coerência do site onde a fonte estiver localizada com seu propósito ou assunto.
e)  links
- Links internos  -  recursos que complementam as informações da fonte e permitem o acesso às informações e a navegação na própria fonte de informação:
- clareza para onde conduzem;
- tipos disponíveis: anexos, ilustrações, informações complementares, outras páginas do site;
- atualização dos links, apontando para páginas ativas;[...]
f) facilidade de uso - facilidade para explorar/navegar no documento:
- Links:
- que possibilitem fácil movimentação página-a-página, item-a-item, sem que o usuário se perca ou se confunda;
- links suficientes na fonte, que permitam avançar e retroceder;
- Quantidade de clics para acessar a fonte e a informação:
- da página inicial do Site até a fonte: recomendável três ou menos clics;
- da fonte à informação: recomendável três ou menos clics;[...]
g) lay-out da fonte - mídias utilizadas:
- As mídias utilizadas devem ser interessantes;
- Tipos de mídias utilizadas: imagens fixas ou em movimento e som;[...] (TOMAÉL, 2001, p. 9-12)
E se ainda resta alguma dúvida de porque tanta importância para a avaliação dos conteúdos que se apresentam em sites, blogs e afins é só pensar num dado recente, de que um grande número das pesquisas realizadas na internet são sobre saúde, desparelho a esse número é a qualidade dos sites que são, em sua maioria, alheias ao código de ética médico.

Essas informações foram retiradas da edição de 03 de novembro do Jornal Futura, Telejornal do Canal Futura. Confira no vídeo abaixo:



Se visto por esse lado não restam dúvidas de que um melhor controle do que é disponibilizado na internet é mister.
Confira nestes vídeos o que mais o pesquisador André de Farias Neto, da Fiocruz, fala a respeito da qualidade dos sites nessa área:

Leia também: Selo de qualidade para sites de saúde





REFERÊNCIAS

ALVIM, Luisa. A avaliação da qualidade de blogues. Comunicação no 9º Congresso da APBAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, 2007. Disponível em: http://badinfo.apbad.pt/Congresso9/COM105.pdf. Acesso em: 20 out. 2010.

GOOGLE. Ajuda do Analytics. Disponível em: http://www.google.com/support/analytics. Acesso em 20 out. 2010.

JIMENÉZ HIDALGO, Sônia; SALVADOR BRUNA, Javier. Evaluación formal de blogs con contenidos académicos y de investigación en el área de documentación. El profesional de la información, v.16, n.2, p.114-122, 2007.

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. Informação & Sociedade: Estudos, v.11, n.2, 2001.

E por falar em avaliação...

 Dê uma olhada nos "Tops" --->>>> 50 Best Websites 2010 - TIME

Adaptação de ferramentas da Biblioteconomia para o meio virtual?

Então, quais seriam outros meios de avaliação da informação no meio virtual?
Poderiam ser adaptadas algumas ferramentas da Biblioteconomia para um certo "controle" da informação para garantir um pouco mais a certeza de uma fonte confiável?

Hoje em dia os bibliotecários utilizam para o processo de catalogação várias técnicas de indexação, entre elas estão catálogos de autoridades. Mas como isso funcionaria na internet? Já existe um projeto em andamento e pode ser acessado em http://viaf.org. 

A iniciativa é da Biblioteca do Congresso, da OCLC e Deutsche Bibliothek e se baseia em uma catálogo de autoridades online. É possível pesquisar os autores, assim como uma biblioteca possui seu catalogo de autoridades para efetuar a catalogação. A vantagem é que essa ferramenta está online e disponível para acesso na web. É a democratização de uma ferramenta utilizada exclusivamente por bibliotecários servindo para uma possível melhora nos processos de busca da informação no meio virtual. 

A catalogação de um modo geral está passando por novas adequações e uma idéia diferenciada, não para substituí-la, mas sim uma outra forma de "controle bibliográfico" é o FRBR – Functional Requirements for Bibliographic Records. Vale a pena ler mais a respeito. (Clique no link)

Sobre o projeto, a subdiretora da Biblioteca Nacional de Portugal fala que:
Podemos, naturalmente, encarar no futuro um ficheiro de autoridade internacional e partilhado, como sendo parte integrante da “Web Semântica”. A ideia será tornar a Internet mais inteligente para navegação automática, o que envolve a criação de uma infra-estrutura de recursos ligados e o uso de vocabulários controlados, aquilo que se designa por “ontologias”. Estas ontologias podem ser usadas para permitir apresentações ou visualizações na língua e escrita do utilizador. (CAMPOS, 2003?, online)
Mas a princípio essa ferramenta  seria utilizada apenas por pequisadores, no máximo alunos de graduação, permanecendo a um grupo restrito caso nao se popularize. Sabemos que ser popular na internet, hoje, é ser Google. Todas as novas idéias e ferramentas que surgem pela internet a Google compra mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente é preciso pensar que, tendo sua funcionalidade reconhecida, seria interessante que houvesse algum tipo de relacionamento entre as ferramentas Google e as ferramentas da biblioteconomia, assim os usuários só teriam a ganhar.

Ainda que, hoje em dia, a Web não ofereça grande quantidade de informação controlada, devemos desenvolver esforços para que se possa funcionar no caos … com alguma ordem e, sobretudo, compete às bibliotecas e aos bibliotecários dar aos utilizadores a opção de uma pesquisa mais fiável, se eles assim o quiserem. ( CAMPOS, 2003?, online)

REFERÊNCIA
CAMPOS, Fernanda Guedes de. Controle de autoridade: novos contextos e soluções [2003?]. Disponível em: http://purl.pt/331/1/docs/comunicacao/12manha/controlodeautoridade.doc. Acesso em: 02 set. 2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Algumas ferramentas para avaliação das mídias nas próprias mídias

http://antero.wordpress.com
A charge em destaque está inserida no contexto Educacional  (ver mais no  link do blog) mas apresenta uma mensagem que podemos transpor para  a realidade das mídias digitais.
Embora uma pessoa possa se auto-avaliar e, de repente, julgar útil ou boa a informação que disponibiliza , no final, é o coletivo que terá o peso maior. 

Além de avaliar, a comunidade virtual irá "votar", ou seja, decidir o que fica e o que sai, o que é bom e o que é ruim  ou o que é feio, termos utilizados pela autora Maria Inês Tomaél (2004, p.3):
No entanto, alguém que passe certo tempo surfando na Web acaba por encontrar o bom,  o  mau  e  o  feio, isto porque, devido à abertura do sistema, qualquer pessoa pode colocar qualquer tipo de informação na Internet. Não existem avaliações prévias do que é disponibilizado.
Nesse sentido existem os rankings de avaliação nas principais mídias. Os meios podem funcionar de forma diferenciada em cada um, porém, no final o objetivo se torna o mesmo.

Por exemplo: no Twitter a popularidade,  a importância e a utilidade das informações postadas por uma pessoa em seus 140 caracteres pode ser "medida" pelo número de seguidores que essa pessoa tem. No Youtube, abaixo de cada vídeo, existe um ícone bem direto "gostei desse" e "não gostei desse", mostrando a quantidade de votos para cada um. No blog uma, relativamente, nova ferramenta também permite "medir" essa característica a partir da ferramenta Seguidores. 

Claro, essas são algumas ferramentas da WEB 2.0 a partir das quais a comunidade virtual/digital  pode, colaborativamente, construir um critério de avaliação, no entanto, não são as únicas formas, como é visto em outros posts. 

Resumidamente, no entanto, pode-se avaliar o conteúdo, se é confiável ou não, pelos comentários feitos nos posts, vídeos e afins; pelos retornos dados pelos leitores (e quem são esses leitores); por sites onde existam links para o blog/twitter/canal de youtube) ou também pelas fontes de informação utilizadas por quem disponibiliza as informações. 

Assim como nas mídias tradicionais, deve haver uma correta referência às fontes de informação, ainda que não seja 100% dentro da forma tradicional, seguindo o seu propósito de mídia não convencional. 

REFERÊNCIAS

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.11, n.2, 2001. 2001.

Blogs, memória e outras funcionalidades


Para tratar sobre o primeiro tema proposto (blogs), farei  inicialmente um relato particular acerca dos blogs com as transformações que presenciei com o avanço da informática e onde as mídias digitais acabaram influenciando a minha vida.
Imagem: stockbrazil
A memória humana está sujeita ao esquecimento enquanto a memória das máquinas é ilimitada, dependendo de técnicas de armazenamento. (LUCAS, 1998, p. 94)
Com essa idéia, por um bom tempo as pessoas acharam que a informática, o CD e demais mídias fossem substituir o papel, as fitas e os discos, não viram assim o valor histórico de todos esses materiais e também a vulnerabilidade dos meios eletrônicos.

Há 12 anos atrás, sendo uma privilegiada entre meus amigos e colegas, eu já tinha um computador em casa com  acesso à internet. Marinheira de primeira viagem começava as minhas navegações nesse mar e com apenas 13 anos de idade, sozinha, descobria os serviços de e-mail, busca e bate-papo. Pedofilia na internet  e Google eram coisas que não se ouvia falar, e era muito difícil se encontrar material de pesquisa para os trabalhos do colégio, quem dirá trabalhos prontos. 

Assim eu começava a sofrer influência das novas tecnologias da época. O vocabulário da sociedade  iniciava suas modificações e todos íam se adaptando com termos novos da informática no seu cotidiano assim  as pessoas passaram a “[...]arquivar ou deletar algum dado na nossa mente, escanear na memória procurando algo esquecido, gravar uma informação com segurança redobrada, ou clicar no ponto certo e abrir um inesperado link hipertextual[...]”( SIBILIA, 2005, p.39)

Logo fiquei viciada na internet e a conta do telefone aumentou consideravelmente. Varava a madrugada nos chats (mIRC, ICQ). Descobri uma nova forma de amizade, a virtual, além de dar início a uma grande biblioteca com letras de música.

Foi nessa época, procurando as letras de músicas, que eu me dei conta de que todo o conhecimento do mundo estaria disponível para eu acessar e, ao contrário do que eu achava, as informações não iriam sumir e sim se proliferar. Fazia vários testes e jogava qualquer palavra, qualquer assunto nos sites de busca e observava a imensidão que esse novo mundo tinha. Tudo isso aconteceu entre meus 13 e 18 anos e essa ligação com a Internet só aumentou.  

REFERÊNCIAS 

LUCAS, Clarinda Rodrigues. Os senhores da memória e o esquecimento. Transinformação, v. 10, n.1, p. 87–96, jan/abril, 1998.

SIBILIA, Paula. A vida como relato na era do fast-forward e do real time: algumas reflexões sobre o fenômeno dos blogs. Em Questão, Porto Alegre, v.11, 2005, p.35- 51. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/110/68. Acesso em: 25 ago. 2010.

Fotografias de um momento perdido no tempo?

Imagem: stockbrazil
Ainda hoje dedico algumas noites de nostalgia a ler todos os meus arquivos, tudo o que escrevi (muitas besteiras), e talvez algumas características não mudem, sejam nossa essência, porém em todos os outros aspectos nós mudamos. Inevitavelmente estamos em constante mutação

Um exemplo é que, hoje em dia, não consigo mais tratar meu blog como um bobo diário e escrever detalhadamente o que aconteceu no dia, aliás, nem mesmo com as minhas agendas eu consegui fazer isso continuamente e o mesmo se deu com o blog: o abandono veio, primeiro pela preguiça de escrever diariamente, e agora é por achar tão banal escrever sobre meu dia ou sobre meus sentimentos de uma forma geral.

Mas, mesmo que não seja da forma como idealizo, ele ainda está lá, ativo às escondidas, e eu concordo quando leio que há a "[...] possibilidade de encontrar nos blogs uma nova forma de registro da memória contemporânea, circulando livremente no ciberespaço [...]” (CARVALHO; CARVALHO; 2005, p. 64). Poderia dá-lo uma conotação informativa, dirão alguns, mas não tenho esse propósito.

Não há meu nome identificando, nunca tive a intenção de ser escoberta, como teoricamente é a proposta do blog. Sempre escrevi para mim mesma, e não vejo mal algum nisso. A intenção  era apenas ter uma memória exterior mais "moderna" que uma agenda.

É preciso ter noção também da instabilidade de uma memória digital. A qualquer momento os arquivos podem ser apagados do servidor e, caso não arrume outra forma de guardar, perderei meus registros novamente, como já aconteceu: um antigo servidor de blogs (weblogger) saiu do ar e todas as pessoas que mantinham seus endereços e arquivos  neste site perderam seus registros.


Usuários de blogs falam a respeito do término do servidor weblogger no Brasil. Confira o post inteiro em: Cerejuda e em Arteando

Para Sibilia (2005), as palavras de um blog se tornam nada mais do que uma forma de fotografia do momento, algo estático, e estão lá nos arquivos que servem como coleções de momentos presentes, e fulgazes. Para a autora, não há a reflexão profunda em cima do que foi escrito, a não ser que, como no meu caso, o usuário se debruce sobre essas fotografias e realmente veja o que elas significaram naquele momento e o que elas representam no momento de agora.

REFERÊNCIAS 

CARVALHO, Luciana. CARVALHO Monica. O registro da Memória através dos diários virtuais: o caso dos blogs. Em Questão, Porto Alegre, v. 11, n.1. 2005. Disponível em: http://www6.ufrgs.br/emquestao/pdf_2005_v11_n1/3_oregistrodamemoria.pdf. Acesso em: 25 ago. 2010.

SIBILIA, Paula. A vida como relato na era do fast-forward e do real time: algumas reflexões sobre o fenômeno dos blogs. Em Questão, Porto Alegre, v.11, 2005, p.35- 51. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/viewFile/110/68. Acesso em: 25 ago. 2010.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

De simples diários a importantes meios de comunicação e informação

A intenção de “religar os saberes”, de aliar a inovação dos blogs como possibilidade de trabalhar com informação, educação e memória é um tema instigante e também importante, já que há fortes indícios do crescimento e da diversidade de uso dos diários virtuais, que a princípio serviam a um público exclusivamente adolescente e hoje já apresenta mostras da sua diversificação. (CARVALHO; CARVALHO, 2005, p. 64)
Se em 2005 os pesquisadores já previam essa nova linha de interação entre informação, memória e educação, hoje em dia a essas áreas são somadas outras tantas no processo de construção de um blog e no seu papel social. Sim, hoje já se pode pensar em papel social de um blog.

Pensando ainda através de seu fim inicial, assim como diários escritos, eles podem também sair da individualidade e virem a compor a memória coletiva de um determinado grupo ou da sociedade. (CARVALHO; CARVALHO, 2005). Exemplos são blogs tratando de assuntos atuais, como as guerras no oriente, escritos a partir da perspectiva do escritor, suas impressões e angústias a respeito. Mesmo sendo um diário ele irá refletir um momento maior, algo com o qual outras tantas pessoas podem se identificar.

Acontecimentos, processos que antes levavam 3 anos ou mais, nesse novo momento dos avanços tecnológicos levam apenas meses. Os blogs já não tem mais esse aspecto que eu vivenciei, ganharam credibilidade. São fontes de informação cada vez mais procuradas. Profissionais de todos os segmentos se mostram através de seus blogs, suas opiniões, suas críticas e afins.

Na Biblioteconomia cada vez mais os profissionais se conscientizam que um blog não é algo fora da realidade de uma Biblioteca, pelo contrário. Inseridas nas redes sociais as bibliotecas oferecem muito mais aos seus usuários e só tem a ganhar.

Apesar de existirem tantos, e ser praticamente impossível ler todos os blogs que de alguma forma interessam, a consolidação desta mídia tende para o avanço.
Aguarde post sobre Biblioteconomia x blogs
Imagem: stockbrazil
REFERÊNCIAS

CARVALHO, Luciana. CARVALHO Monica. O registro da Memória através dos diários virtuais: o caso dos blogs. Em Questão, Porto Alegre, v. 11, n.1. 2005. Disponível em: http://www6.ufrgs.br/emquestao/pdf_2005_v11_n1/3_oregistrodamemoria.pdf. Acesso em: 25 ago. 2010.

domingo, 22 de agosto de 2010

Sobre as mídias alternativas

Google Imagens
Para um primeiro post, uma breve introdução sobre o Blog.
Porque mídias digitais? E porque alternativas?
Quem são essas mídias, porque elas são, onde estão e o que fazem?

Em 10 anos a forma de comunicação em sociedade se alterou de uma forma bem peculiar. A geração de nossos pais jamais pensaria a hipótese de falar com alguém através de uma tela, como vendo uma TV. Até mesmo para a geração de nossos irmãos mais velhos (me refiro aos irmãos mais velhos que, hoje, tenham seus 30 anos) esse tipo de tecnologia parecia ser apenas coisa da família Jetsons, muito futurista.

Me recordo ainda de folhear algumas coleções de livros (da décade de 50) da biblioteca do meu pai, ainda pequena, e num dos volumes sobre "Ciência" a estimativa era que o homem conseguisse pisar na Lua, com otimismo, no ano de 2020. Realmente o tempo parecia ser muito longe. No entanto, na década seguinte a Lua já era uma realidade.

Ainda não vamos à faculdade dentro de uma nave espacial, tal qual os personagens do desenho e dos filmes futuristas,  no entanto, a internet revolucionou as formas de comunicação em um espaço de tempo tão curto e surpreendente quanto a chegada à Lua no final dos anos 60 enquanto a previsão de alguns era para mais 50 anos.

As mídias digitais estão numa esfera intocável, o mundo virtual parece não ter limites e porque a escolha  delas como foco deste blog? Porque elas, inicialmente menosprezadas, estão fazendo todos repensarem seus conceitos sobre os processos de busca e uso da informação, os processos de comunicação da ciência e da comunicação da sociedade num todo.

Blogs, fotologs, videologs, fotografias digitais, jornais e periódicos eletrônicos fazem parte dessas mídias , mas porque o termo alternativas para o nome do blog?

Segundo o Houaiss (2009, online):

Alternativa: subst. fem. 1.sucessão de coisas reciprocamente exclusivas que se repetem com alternância 2.uma de duas ou mais possibilidades pelas quais se pode optar.
Alternativo: adj. 1.que se diz, faz ou ocorre com alternância 2.que oferece possibilidade de escolha, de opção 3.capaz de funcionar como outra resposta, remédio, saída etc 4. que se propõe em substituição ao sistema cultural, técnico ou científico estabelecido 5 .que representa uma opção fora das instituições, costumes, valores e ideias convencionais.
Pelas definições apresentadas já se pode deduzir a relação entre as mídias digitais e as mídias tradicionais e convencionais de comunicação e informação. Verificar como elas se comportam, coexistem e os pontos de convergência entre as duas bem como as influências de uma sobre a outra são alguns dos propósitos do blog, como consta no objetivo da Disciplina (veja mais em Sobre este blog).

As demais perguntas apresentadas no início deste post serão respondidas ao longo do semestre a partir da elaboração do blog. O foco será  a ferramenta blog em si, mas isso não exclui que seja abordado algum conceito referente às demais mídias digitais em voga, como os canais de vídeo, de fotos e afins.

Enjoy it.