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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tutoriais web 2.0

Aproveitando o tema Vídeos, e também as formas como eles podem ser utilizados para aprendizagem, uma relativamente "nova" mania é utilizar um tipo de tutorial, também conhecidos como know how (saiba como), para informar como utilizar um serviço. Esses vídeos estão muito disseminados nos canais como Youtube, principalmente porque oferecem um layout muito amigável e criativo sobre as ferramentas web 2.0.

Confira:



Vídeos: como usar e não usar

Bom, o que falar sobre os vídeos?

Se a fotografia "revolucionou" com o mundo visual, o video foi o ápice dessa revolução. Hoje tudo gira em torno do mundo audiovisual ja que a informação está fortemente ligada ao vídeo. 

Como se viu no post sobre as novas mídias para difusão da informação científica, as ferramentas da web 2.0 estão atingindo incusive o nível científico, o mais "tradicional" de certa forma. Com essa conquista há ainda quem dúvide do poder dessa nova "visão" de comunicação? Nesse contexto o vídeo só agrega e se torna uma alternativa com incrível utilidade, se usado da forma correta.

No post anterior, com alguns vídeos, pode-se ver os dois assuntos conectados: fotografia e imagem (trabalhados anteriormente) juntamente com o vídeo. Nos vídeos utilizados como exemplo a técnica de elaborar um vídeo para tratar de um tema específico só corrobora a importância e a facilidade de entendimento com um video bem feito e também o aspecto atrativo que ele traz com certas disciplinas.
 
No vídeo sobre o filme de Che Guevara também se uniram três assuntos (generalizando para este exemplo): a história, a imagem e o vídeo. Che Guevara ao mesmo tempo um personagem muito importante da História, a imagem mais impressa em todo mundo e também um vídeo, duplamente um vídeo pois de um filme saiu o vídeo para divulgação do próprio filme mostrando outros aspectos, incluindo a desinformação por parte de algumas pessoas que usam a estampa em roupas e sequer sabem quem ele é.

Moran (1995) em seu artigo O video na sala de aula, traz diversas categorias para o uso que pode ser feito do vídeo com recurso pedagógico, e também o uso que não deve ser feito.
Para o autor o uso como forma de preencher algum vazio de aula ou então o uso sem uma efetiva discussão, apenas para matar tempo dos alunos é muito prejudicial. Se vê muito essas atitudes em escolas que fazem parte do dia a dia. Em minha escola vi a cada ano do ensino fundamental e médio o uso do vídeo sendo feito exatamente como Moran desaconselha.

Algumas formas para NÃO se utilizar um vídeo são então: o vídeo tapa-buraco, vídeo enrolação, vídeo deslumbramento, video perfeição e só o vídeo sem outros recursos. Ao contrário, as formas existentes para se fazer bom uso do vídeo como recurso pedagógico são as seguintes: vídeo como sensibilização, como ilustração, simulação, conteúdo de ensino, como produção, avaliação, vídeo espelho e como integração.

Você que está lendo, pode acessar o artigo de Moran e ver com mais detalhes as especificações de cada categoria e tentar identificar os vídeos apresentados como exemplos no post anterior em algumas delas.


REFERÊNCIAS

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo. ECA-Ed. Moderna. jan./abr. de 1995, p. 27 a 35. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm. Acesso em: 15 nov. 2010.